Outra novidade que tem suscitado críticas é a instalação de mais uma grande cadeia de fast-food nas Avenidas Novas. Num momento em que a preocupação com a alimentação saudável e sustentável está na ordem do dia, será sensato promover este tipo de estabelecimentos, em detrimento de opções mais saudáveis e locais? Não estaremos a contribuir para a homogeneização da oferta gastronómica, em detrimento da diversidade e autenticidade que tanto caracterizam a nossa freguesia?
Além disso, a falta de espaços verdes e de lazer tem sido uma preocupação constante dos moradores das Avenidas Novas. A recente decisão de transformar um dos poucos jardins da freguesia num estacionamento subterrâneo levanta questões sobre as prioridades da autarquia local. Será que a conveniência de ter mais lugares de estacionamento se sobrepõe à qualidade de vida dos residentes e à preservação do património verde da freguesia?
Por fim, a falta de transparência e de participação dos cidadãos nas decisões que afetam a freguesia é uma questão recorrente. Será justo que as “últimas novidades” sejam impostas sem um verdadeiro diálogo com a comunidade local? Não seria mais sensato envolver os moradores nas decisões que moldarão o futuro das Avenidas Novas, garantindo que os seus interesses e preocupações sejam devidamente considerados?
Em suma, as “últimas novidades” da freguesia levantam questões pertinentes sobre o rumo que estamos a seguir. É fundamental que haja um debate aberto e transparente sobre estas decisões, de forma a garantir que as Avenidas Novas continuem a ser um lugar único, autêntico e próspero para todos os que aqui vivem e trabalham.
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**Nota do João Silva:** Transparência não é favor, é obrigação.
**Local:** Avenida da República
**Fonte:** Junta de Freguesia
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